sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Montar partições LVM usando um Ubuntu Live


Montando o disco LVM usando um Ubuntu Live

Em primeiro lugar ache qualquer distribuição live que você goste, eu utilizarei para o exemplo o Ubuntu. Mas se você for utilizar outra distribuição será parecido, a exceção da manipulação dos pacotes.
Então vamos ao que realmente interessa:
  1. Com o Linux rodando (o live linux lembra?), digite
    1sudo –s
    2# apt-get install lvm2
    Se não tiver reconhecido a rede você pode procurar no cd/usb pelo pacote e instalar manualmente.
  2. Para ter certeza que o disco foi reconhecido
    1# sfdisk –l
  3. Depois disso vamos rodar o pvscan para procurar em todos os disco por volumes físicos. Com isto teremos certeza que o disco LVM foi detectado.
    1# pvscan
    O resultado será como abaixo.
PV /dev/sdb2   VG VolGroup02   lvm2 [465,66 GB / 0    free]
PV /dev/sda2   VG VolGroup01   lvm2 [7,41 GB / 0    free]
Total: 2 [473,06 GB] / in use: 2 [473,06 GB] / in no VG: 0 [0   ]
  1. Agora iremos rodar o vgscan para procurar por volume groups.
    1# vgscan
    Reading all physical volumes.  This may take a while...
    Found volume group "VolGroup02" using metadata type lvm2
    Found volume group "VolGroup01" using metadata type lvm2
  2. Hora de ativar todos os volumes disponíveis.
    1# vgchange –a y
2 logical volume(s) in volume group "VolGroup02" now active
2 logical volume(s) in volume group "VolGroup01" now active
  1. E o último passo é rodar o lvscan para procurar volumes lógicos. Você verá as partições ativas dentro do HD.
    1# lvscan
    ACTIVE            '/dev/VolGroup02/LogVol00' [463,69 GB] inherit
    ACTIVE            '/dev/VolGroup02/LogVol01' [1,97 GB] inherit
    ACTIVE            '/dev/VolGroup01/LogVol00' [5,44 GB] inherit
    ACTIVE            '/dev/VolGroup01/LogVol01' [1,97 GB] inherit
  2. O último passo é criar o ponto de montagem, e montar os discos.
    1mkdir /media/disk0
    2mkdir /media/disk1
    3mount /dev/VolGroup00 /media/disk0
    4mount /dev/VolGroup01 /media/disk1
Pronto com isso já podemos utilizar os discos normalmente e mexer com os dados, pacotes e arquivos que quisermos.
Obs.: Quando fui mexer com os HDs tive um problema por ter utilizado o particionamento padrão doCentOS. Quando dei o comando pvscan os dois HD possuiam o volume group igual. Com isso não daria para usar os dois ao mesmo tempo. Se você tiver esse problema faça o seguinte:
  1. Rode o comando vgdisplay para descobrir o UUID de cada volume group.
    1vgdisplay
  2. Agora vamos rodar o comando vgrename para alterar o nome de um deles. O UUID que utilizarei aqui é apenas um exemplo, altere conforme a sua necessidade.
    1vgrename uUUSjr-mTzO-XSYW-2jlC-aAL3-QcuX-nODtu9 VolGroup00
Pronto agora quando seguir o procedimento a partir do terceiro (ou seria quarto) passo, tudo dará certo. Só não esqueça de no final do processo, desmontar o HD e alterar o nome do volume grouppara o nome original, que no meu caso era VolGroup01, para que a inicialização ocorra normalmente, senão durante o processo do boot você recebera a mensagem de Kernel Pa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Qual o melhor tipo de disco virtual no VMWare


Quando criamos uma nova maquina virtual ou apenas adicionamos um novo HD virtual a uma máquina na hora da criação temos 3 opções de disco:
Thick Provision Lazy Zeroed;
Thick Provision Eager Zeroed;
Thin Provision.
Primeiro vamos entender o “Zeroed”.
Zeroing – Esse processo sobrescreve todos os dados do disco criado com zeros dessa forma garante que não haja dados escritos no disco e ele pode ocorrer em dois momentos, na criação do disco ou no momento da primeiro escrita no espaçõ não alocado.
Inicialmente vamos dividir os tipos em dois, o Thick e o Thin, essa escolha interfere na economia de disco e também no desempenho.
O Thin – Cria o disco apenas com o espaço utilizado ou seja se você criar um disco de 100 GB e utilizar apenas 10 GB o disco ocupará 10 GB no seu storage e o zeroing ocorre no momento da gravação.
O Thick – Ocupa o espaço total determinado na criação do disco no database e temos dois tipos:
Thick Lazy Zeroed – É o padrão quando criamos um novo disco, ele ocupa o espaço do disco mas o zeroing ocorre apenas na hora da escrita.
Thick Eager Zeroed – Esse tipo faz o zeroing na criação do disco, ela é a mais demorada mas é a mais recomendada para discos que terão muito I/O.
Notas
1 – O Thick Provision Eager Zeroed é o disco mais rápido utilizado principalmente para banco de dados;
2- O Thick Provision Lazy Zeroed e o Thin Provision são mais lentos pois o zeroing ocorre no momento da gravação mas depois que o disco esta totalmente preenchido o zeroing não mais afetará o desempenho e os discos terão praticamente a mesma performance.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Resetando Senha do MYSQL

 

Resetar senha do user root no mysql – linux

Hoje precisei resetar a senha do root no mysql. Como eu tenho acesso root ao servidor linux, foi mais fácil do que pensei que seria.
Vamos aos passos, considerando que a distro seja slackware:
1 – parar o mysql: sh /etc/rc.d/rc.mysql stop
2 – iniciar o mysql com –skip-grant-tables: mysqld_safe –skip-grant-tables
3 – acessar o mysql sem senha: mysql -u root
4 – acessar o banco mysql: use mysql;
5 – alterar a senha do root:  UPDATE user SET PASSWORD = password(‘nova_senha’) WHERE user = ‘root’ LIMIT 1;
obs: sempre uso o LIMIT 1 pra ter certeza que não vou afetar nenhum registro caso cometa algum erro de digitação.
6 – Atualizar os privilegios: FLUSH PRIVILEGES;
7 – Sair do mysql: quit
8 – Reinicie o Mysql: sh /etc/rc.d/rc.mysql restart
Pronto.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Proxy ARP

Durante o início da configuração de um swicth powerconnect 6224, me deparei com a seguinte pergunta: "Porque o Proxy ARP vem habilitado por padrão ?", procurando na Net a resposta descobri um post no endereço: http://www.comutadores.com.br/switches-hpn-a7500-proxy-arp/, que esclareceu um pouco sobre a necessidade do Proxy ARP que vem habilitado por padrão.


Para aqueles que não conhecem a feature, o exemplo será bastante esclarecedor.
No desenho abaixo a empresa X possui as subredes 10.100.1.0/24, 10.200.1.0/24 e 10.30.1.0/24. O Roteamento entre as VLANs é efetuado no Switch Core.
Reparem que o IP do Mainframe está correto dentro do range da VLAN 1, mas o equipamento por ser antigo, não permite alterarmos a mascará de rede!!!

Nesse caso, mesmo com a configuração do Gateway corretamente no Mainframe apontando para o Switch Core, a comunicação do equipamento com as redes 10.200.1.0/24 e 10.30.1.0/24 nunca será encaminhado para o Gateway da VLAN 1 pelo fato da mascara no MainFrame deixar explicito que as subredes fazem parte da mesma rede dele.
Obs: Toda comunicação entre hosts de subredes diferentes é encaminhado para o Gateway
Para a comunicação entre dispositivos da mesma subrede, é encaminhado em Broadcast uma mensagem ARP Request. Então, se o MainFrame quiser comunicar com a máquina da VLAN 300 com o endereço IP 10.30.1.25, ele encaminhará uma requisição ARP questionando qual o endereço MAC do IP solicitado( o MainFrame pensa que o host está na mesma subrede que ele).
Como a principal função do Switch Core, é isolar domínios de Broadcast, a mensagem será ignorada por todos os dispositivos da VLAN 1, incluindo o gateway.
Com o Proxy ARP habilitado no Gateway (Interface VLAN 1 do Switch Core), o Switch responderia a solicitação em nome do host 10.30.1.25, mas com o endereço MAC da Interface VLAN 1; e encaminharia o quadro corretamente para o host desejado( encaminhando o ARP request com o endereço 10.30.1.25 na VLAN3 questionando o endereço MAC do host).
Configurando
interface VLAN 1
ip address 10.100.1.1 255.255.255.0
proxy-arp enable
! habilitando o Proxy ARP na Interface VLAN 1

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Resolvendo o bug do locale pt_BR no Ubuntu 12.04

   O Ubuntu LTS 12.04 vem com um erro que é percebido quando se tenta instalar algum pacote com o apt-get, a mensagem informa que não foi possível configurar o LC_TYPE e o LC_MESSAGES.
    Esses avisos são da tentativa de tradução do apt-get para o idioma pt_BR.

     Para corrigir este problema basta compilar o locale pt_BR executando o seguinte comando:

sudo locale-gen --no-purge --lang pt_BR 


    Pronto.  Ao executar o apt-get novamente as mensagens não aparecerão.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Configuração Básica Switch H3C 5500


Publicado originalmente em 24 DE AGOSTO DE 2010
 Olá amigos, os scripts de hoje fazem parte de um manual muito bacana repassado pelo Fabinho e o Índio da Infraero. Os Scripts seguem como um manual rápido para instalação e/ou configuração de Switches 3Com do modelo 5500 ( parte dos comandos são aceitos na maioria dos Switches da 3Com); os scripts são simples e bastante úteis!
Configurando o nome do Switch
[5500G-EI]sysname SW_Core
[SW_Core]
Configuração de Vlans
Criando uma Vlan e colocando-a um nome
[Switch] vlan 3
[Switch-vlan] name
Criando uma Vlan e colocando-a uma descrição
[Switch] vlan 3
[Switch-vlan] description
Criando uma várias vlans ao mesmo tempo
[Switch] vlan to 2 to 5
Apagando uma vlan
[Switch] undo vlan 2
Mostrando quais as vlans que existem no switch
[Switch] display vlan
Mostrando as informações de uma determinada vlan (descrição, endereço IP se houver, portas tagged e untagged)
[Switch] display vlan  2
Definindo o IP para a VLAN 2 
[Switch]interface Vlan-interface 2
[Switch]-Vlan-Interface]ip address 192.168.100.1 255.255.255.0
Configurando o default gateway
[Switch] ip route-static 0.0.0.0 0.0.0.0 192.168.100.254 (ip do gateway)
Configurações de portas
Entrando no modo de configuração de uma porta
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/4
Colocando uma descrição na porta
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/4
[Switch-GigabitEthernet] description
Adicionando porta a uma vlan 
Configurando o tipo de porta
Porta ACCESS: Porta de acesso, utilizada para ligar hosts (estações, servidores, etc)
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/4
[Switch-GigabitEthernet] port link-type access
Porta TRUNK: Porta que permitirá mais de uma vlan trafegar pela porta(utilizando TAG(802.1q). Utilizada como porta de uplink, nas ligações entre switches.
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/5
[Switch-GigabitEthernet] port link-type trunk
Associando uma porta access a uma vlan.
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/4
[Switch-GigabitEthernet] port access vlan 5
Removendo uma vlan de uma porta access. A porta voltará a pertencer a vlan 1 (default)
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/4
[Switch-GigabitEthernet] undo port access vlan
Associando todas as vlans a porta trunk. Desse modo, todas as vlans passarão pela porta trunk
[Switch] interface gigabit-ethernet 1/0/5
[Switch-GigabitEthernet] port trunk permit vlan all
Copiando as configurações de uma porta para outra (vlan, spanningtree, velocidade etc). Não efetua a copia das configurações de controle de broadcast
[Switch]copy configuration source gigabit-ethernet 1/0/1destination giggabit-ethernet 1/0/6
Copiando as configurações de uma porta para várias portas
[Switch]copy configuration source gigabit-ethernet 1/0/1destination giggabit-ethernet 1/0/6 to gigabit-ethernet 1/0/12
Definindo a senha do usuário ADMIN como s3nha
local-user admin
service-type telnet terminal
level 3
password cipher s3nha
Removendo os usuários default MANAGER e MONITOR
[Switch]undo local-user manager
[Switch]undo local-user monitor
Configurando e habilitando o gerenciamento SNMP com as comunidades s1ro e s1rw
[Switch]snmp-agent community read s1ro
[Switch]snmp-agent community write s1rw
Removendo as comunidades default PUBLIC e PRIVATE
[Switch]undo snmp-agent community write private
[Switch]undo snmp-agent community read public
Habilitando o spanning tree protocol (já é habilitado por padrão)
[Switch] stp enable
Configurando a versão do  rapid spanning tree protocol
[Switch] stp mode rstp 
Configurando o switch como root bridge primário do spanning tree
 O comando stp root primary configura automaticamente o valor do Bridge Priority para 0 (zero)
[Switch] stp root primary
ou
[Switch] stp priority 0
Configurando o switch como root bridge secundário do spanning tree
O comando stp root secondary configura automaticamente o valor do Bridge Priority para 4096
[Switch] stp root secondary
ou
[Switch] stp priority 4096
Criando um LINK AGGREGATION entre dois Switches. Não esquecer de executar esses procedimentos em ambos os Switches. Neste exemplo estão sendo utilizadas as portas 1/0/25 e 1/0/26 dos dois Switches.
link-aggregation group 1 mode static
#
interface GigabitEthernet 1/0/25
undo shutdown
port link-aggregation group 1
#
interface GigabitEthernet 1/0/26
undo shutdown
port link-aggregation group 1
Salvando as configurações do Switch
save
Apagando todas as configurações do Switch
reset saved-configuration
reboot
Comandos Display

Informações de uma determinada porta (velocidade, duplex, etc)

display interface GigabitEthernet 1/0/3
Mostrando um resumo de TODAS as portas
display brief interface
Mostrando quais portas do Switch são do tipo TRUNK
display port trunk
Mostrando um sumário do LINK AGGREGATION. 
display link-aggregation summary
display link-aggregation verbose
Mostrando a configuração do Switch atual
display current-configuration
Mostrando informações do Spanning Tree, quais portas estão BLOQUEADAS e quais estão em FORWARDING 
display stp brief
display stp
Criando usuário e dando permissão de acesso
local-user moroni
!Criando o usuário moroni
password simple moroni
!Configurando a senha diego para o usuário moroni,
a linha password poderá ser substituída por
"password cipher diego" que cifrará a senha no arquivo
de configuração durante a visualização
bind-attribute ip 172.31.1.4
! efetuando o vinculo da máquina 172.31.1.4 com o usuário moroni.
authorization-attribute level 3
! atribuindo o nível de administrador ao usuário.
service-type ssh telnet 

Obs:Certifique-se também a configuração da Interface vty 0 4 ;)
user-interface vty 0 4
authentication-mode scheme


segunda-feira, 5 de março de 2012

Encoding no PostgreSQL

Depois de procurar diversas soluções por fóruns da net para o problema de criação de banco de dados no PostgreSQL com codificação diferente da instalação original, encontrei um que resolveu o problema:
# createdb -E UTF8 -T template0 --lc-collate=pt_BR.utf8 --lc-ctype=pt_BR.utf8 teste

no lugar de UTF8 digite a codificação escolhida e em pt_BR.utf8 substitua pela codificação do país escolhida.